quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Ao conhecer o universo fantástico de Murilo Rubião, os leitores se sentem à vontade de fantasiar. Foi o que aconteceu com a atriz e diretora mineira Yara de Novaes. Não se recorda qual o primeiro conto lido do autor das Gerais, mas se permite a inventar um. "Gostaria de ter lido 'Bárbara'. Muito humano e de fácil compreensão quando tinha 15 anos", explica a diretora. Não à toa, o texto integra o espetáculo que, 30 anos depois da fantasia de Yara, está na cena teatral sob sua direção. Numa produção do Grupo 3 de Teatro, a montagem "O Amor e Outros Estranhos Rumores" será encenado quinta (1º) e sexta (2) no Teatro Sesi Amoreiras, em Campinas.
Outra loucura. Antes de escolher apenas três contos de Rubião para flertar com a cena, a trupe mineira ansiava adaptar todos os textos do mineiro. "Os 33", enfatiza Yara. Ao final de discussões e leituras, os atores Débora Falabella, Priscila Jorge, Maurício de Barros e Rodolfo Vaz (ator convidado do Grupo Galpão) chegaram num consenso de redução. Pescaram da obra: "Bárbara", "O contabilista Pedro Inácio" e "(Três nomes para) Godofredo". Apesar de distintas, as histórias se alinhavam por dois pontos em comum: o realismo fantástico do autor e o amor, recorrente nas tramas. Por sinal, fadados ao desassossego. Se bem que "os estranhos rumores são mais enfatizados".
Para explicar tais rumores, a diretora não encontra barreiras para comentar os contos. Em "O Contabilista...", ao manter o fascínio de contabilizar os prós e contras dos amores, Pedro Inácio revisita as origens. Claro, influenciado pela mulher. "Ao construir a árvore genealógica, ele percebe que a memória foi forjada. Pensou que era de um lugar, mas não era...", lembra. Em compensação, "...Godofredo" a trama circula sobre um homem que, após conquistar as amantes, resolve eliminá-las. "A individualidade é questionada. Quando a pessoa ao lado não é mais um espelho, resolve-se descartá-la". Por último, "Bárbara" visita a casa de uma mulher que engorda assustadoramente após cada desejo realizado. "Trata de nossa eterna insatisfação, o vazio que temos e achamos que nada nos preenche. Daí, partimos para o consumismo".
Apenas o prólogo da montagem tem caráter nonsense. Escrita por Silvia Gomez, responsável pela adaptação dos contos, a cena mostra o encontro de três personagens e um ser com cabeça de coelho. O animal tem referência fabulosa em três moradas: os coelhos de "Teleco, o coelhinho" (Murilo Rubião), "Império dos Sonhos" (filme de David Lynch) e "Alice no País das Maravilhas" (Lewis Carroll). "Eles se encontram numa estação de trem e estão com um bilhete em branco, que não informa data, nem o número do assento, nem o horário de partida do trem...", descreve. Do restante, afirma, mesmo com o toque fantástico carregado "não assusta. A plateia não espanta, acha normal".
A encenação de Yara, ampara pelo cenário simbólico de André Cortez ("há inúmeras portas. Ideia de sair e voltar pro mesmo lugar. A disposição também permite marcações em círculos", explica), guarda certa distância proposital do realismo. Que o diga a interpretação dos atores. Nesse ponto, arquétipos são bem vindos. "Não se pode fazer personagens de Rubião lógicos e psicológicos. As expressões dos atores, bem desenhadas, são eloquentes", destaca. Contudo, em nenhum instante, opina a diretora, as figuras se tornam cascas. "Pelo contrário, não podem ser 'psicologizadas', mas as personagens são muito humanas. Vêm do cotidiano...".
Serviço
O quê: "O Amor e outros estranhos rumores", do Grupo 3 de Teatro
Quando: quinta-feira (1º), às 20h, e sexta-feira (2), às 18h e às 20h
Onde: Teatro Sesi Amoreiras (Av. das Amoreiras, 450, Parque Itália, Campinas)
Quanto: Entrada franca (convites serão distribuídos 1 hora antes de cada sessão)
Informações: (19) 3772-4100
--
VEJA A ÁREA DE VÍDEOS DESSA PÁGINA
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Débora Falabella levou a filha pequena, Nina, 2 anos, para conhecer o Papai Noel, no Rio de Janeiro. O encontro fofo aconteceu no Shopping da Gávea, momento asntes de assistira a uma peça no Teatro Clara Nunes. Débora acompanhou de perto todos os pedidos de Natal da filha pequena, que abraçou o bom velhinho.
Atualmente, Débora Falabella pode ser vista na televisão na segunda temporada da minissérie "A Mulher Invisível", com Luana Piovani e Selton Mello.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Toda coruja com sua pequena Nina, fruto do casamento com o músico Chuck Hipólito, Débora Falabella, que está no seriado A Mulher Invisível, da Globo, passeou com a menina no Shopping da Gávea, na Zona Sul do Rio, neste domingo (6).
Mãe e filha passaram por algumas lojas e fizeram uma comprinha básica. Depois as duas encararam uma fila grande para assistirem à peça infantil A Pequena Sereia, em cartaz no Teatro Vanucci.
A Pequena Sereia é um dos mais famosos clássicos de Hans Christian Andersen. Nele, a sereiazinha Ariel se apaixona pelo elegante príncipe Erick. Por ser impossível o amor dos seres do mar com os humanos da superfície, Ariel desobedece seu pai, o Poderoso Rei Tritão, e recorre à Úrsula, a bruxa do mar, para fazer um feitiço que irá transformá-la em humana, e assim poderá conquistar seu amado.
Em troca desse feitiço, Ariel entrega sua linda voz à Ursula e perde sua capacidade de falar e cantar. Para que o encantamento possa ser desfeito, a pequena sereia deverá conquistar o amor de seu escolhido e receber dele um beijo apaixonado em até 3 dias; caso contrário, se tornará escrava da terrível bruxa para sempre.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Meu País
Rodrigo Santoro, Cauã Reymond e Débora Falabella estrelam "Meu País", que está em cartaz nos cinemas. A direção do filme de André Ristum, que faz sua estreia como diretor de longa metragens.
Sinopse
Marcos (Rodrigo Santoro) deixou o Brasil há muitos quando partiu para a Itália, tornando-se um empresário bem-sucedido na Terra da Bota. No entanto, após ser avisado por seu irmão Tiago (Cauã Reymond) sobre a repentina morte do pai deles, Marcos é obrigado a retornar ao Brasil.
A previsão dele era uma estadia curta no Brasil, apenas para enterrar o pai. Mas essa viagem acaba se prolongando quando Marcos e Tiago descobrem Manuela, uma meia-irmã com problemas mentais que o pai escondera durante mais de 20 anos. Ela vive internada em uma clínca psiquiátrica, sem qualquer laço afetivo com familiar algum.
Diante deste cenário, os irmãos precisam resolver suas diferenças e acolher Manuela na família. Agora, eles são os únicos capazes de oferecer o melhor tratamento que ela poderia receber: o amor da família.



