Débora Falabella está vivendo dois papéis bem especiais pela primeira vez e ao mesmo tempo: a vilã Beatriz, na novela das 18h "Escrito nas Estrelas", e a mamãe da pequena Nina, que completa um ano exatamente no Dia das Mães deste ano (9 de maio). Qual mãe quer presente melhor que esse?
Profissionalmente, Débora conta que este papel é "diferente de tudo que já fez", e que o maior desafio é tornar a vilã engraçada sem cair no ridículo. "Tem que ser engraçada e crível ao mesmo tempo", disse a atriz em entrevista ao Famosidades. E, ao mesmo tempo, revelou que não precisou ler um livro para compor a personagem, de tão fútil que ela é!
Como sempre interpretou mocinhas nas novelas da Globo, Débora acredita que o público ficou, sim, meio acostumado em vê-la como boazinha. Mas disse que o público precisa ser "desacostumado" e que novos projetos são excelentes para isso. E, por sinal, Débora está hoje com duas novelas no ar: "Sinhá Moça", em que ela é mocinha, e "Escrito nas Estrelas", em que ela é vilã. Coincidência?
A grife Un Vestido Y Um Amor, que a atriz tem com a amiga Mariana Aretz, está, segundo Débora, "nas mãos da sócia", devido à agenda lotada. Mesmo assim, ela está por dentro, "sempre que dá", das novidades da marca.
E parece que Débora não pensa em parar. Depois de "Escrito nas Estrelas", vai lançar o filme "Meu País", onde contracena com Cauã Reymond e Rodrigo Santoro e ainda por cima vai estrear uma peça. Tá bom ou quer mais?
Débora Falabella, que sempre fez papel de mocinha nas novelas da Globo, está adorando interpretar Beatriz, filha de Sofia (Zezé Polessa), em 'Escrito nas Estrelas', a primeira vilã cômica de sua carreira na telinha. Casada com o músico Chuck Hipólito, com quem teve Nina, hoje com 11 meses, e morando em São Paulo, a atriz está em um apart no Rio, perto do Projac, e, quando tem tempo, corre em casa para ver a filhota. Sobre ser mãe, ela diz: "É ter uma visão completamente diferente de tudo que já vivi até esse momento. A vida em si começa a ter mais sentido".
Como foi o trabalho corporal com Marcia Rubin para o papel?
"Eu e Zezé estamos fazendo esse trabalho. Como as duas são muito grudadas, e as pessoas próximas têm maneiras iguais de se comportar, sentimos que precisávamos de uma aproximação gestual. A Márcia ajuda com marcações de cena e às vezes vem ao estúdio. É uma forma mais teatral de trabalhar, que cai bem nessas personagens. Elas têm cores um pouco mais fortes, e os movimentos são uma forma de mostrar a simbiose até um pouco exagerada entre mãe e filha.
E o visual?
" A produção e eu queríamos algo mais louro, mas eu não podia usar nada muito forte por causa da amamentação. Fomos clareando, tingindo, e chegamos a esse tom que deu certo.
Está curtindo sua primeira vilã?
"Adorando! A gente sempre fica esperando a reação das pessoas quando começa um trabalho novo, principalmente uma novela, mas, como ainda está no início, não deu para ter essa percepção. Quero ver qual é a resposta do público. Beatriz e a mãe são vilãs, mas não dá para ter tanta raiva porque são atrapalhadas. Nunca fiz papel cômico, então é difícil ter que acertar o tom de cada cena".
"Às vezes tenho um pouco do mau humor que ela tem, mas não completamente (risos). Todo mundo está sempre no meio termo, ninguém é boazinha demais ou totalmente vilã.
Acredita em fenômenos sobrenaturais?
"A novela vem de uma coisa maior do que os fenômenos sobrenaturais. Não acredito em 'fenômenos sobrenaturais', apesar de ficar curiosa com tanta coisa que se ouve".
Já teve alguma experiência com relação a isso?
"Não".
Compara 'Sinhá Moça', que está sendo reprisada, e a novela atual?
"As duas novelas são completamente diferentes, personagens, época, trama... A única comparação que posso fazer é que não tem comparação".
Como se divide entre o trabalho e os afazeres de mãe?
"Faço igual a todas as mulheres que trabalham e têm filhos pequenos, afinal, são tantas que dão conta em tantas outras profissões que não acho que seja algo extraordinário, apesar de difícil. Estou com ela o maior tempo possível e organizo meus horários para isso".